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domingo, 29 de agosto de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

288) Mulheres sem rosto

Foto: Alain Jocard/AFP - 23/4/10/Divulgação/Internet



Por sugestão da companheira blogueira Lua Nova (http://chocolatecompimentagtt.blogspot.com/)
indico o site (http://freesakineh.org/), no qual
assinei petição pela libertação da iraniana
Sakineh, condenada à morte em seu país,
por apedrejamento, acusada de ter cometido
adultério. Assim, todos que se interessem
podem abraçar esta causa e fazer o mesmo
com mais facilidade.

Volto a dizer, repetindo meu post anterior,
que, do pouco conhecimento que tenho
sobre o islamismo, vejo Sakineh
como mais uma vítima dessa fé que escraviza
mulheres em vários países, expondo-as a
listas de horrores como condená-las ao analfabetismo,
impedi-las de trabalhar e de sair às ruas sozinhas.
Além disso, viúvas, sem poder ganhar seu sustento,
dependem de esmolas ou simplesmente passam fome.
Muitas têm os dedos decepados por pintar as unhas.
Não são raros os casos daquelas que, suspeitas
de transgressões - e tudo pode ser visto como
transgressão - são espancadas ou executadas.
Sem falar naquelas imagens às quais já
nos acostumamos, de mulheres sem rosto,
cobertas por longas túnicas, as burcas.
Enfim, sugiro que nos mobilizemos para
'libertar' essas mulheres da ignorância
que as aprisiona.
Sou pela liberdade religiosa plena, sim,
mas pela existência de 'fés' que contemplem
homens e mulheres com os mesmos
direitos de vida.









segunda-feira, 16 de agosto de 2010

287) A uma mulher no Irã

Foto: Reprodução da Internet




Sakineh Mohammadi Ashtiani,
uma iraniana de 43 anos,
foi condenada em seu país, em 2006,
por ter mantido relações amorosas/afetivas
consideradas ilícitas, provavelmente,
por ter cometido adultério,
e recebeu 99 chibatadas.
Desde aquela época, ela está presa, e,
recentemente, depois de levada ao tribunal,
foi condenada à morte por apedrejamento.
Como os jornais brasileiros têm noticiado,
o presidente Lula ofereceu ao desumano
presidente do Irã asilo a essa mulher no Brasil,
mas ele não aceitou.
Hoje mesmo, Mahmoud Ahmadinejad
voltou a dizer que
Sakineh continuará no Irã e
a sentença será cumprida.
Os preceitos seguidos naquele país
neste episódio são regidos pelo islamismo,
religião na qual a mulher,
no meu entender, é tratada como lixo.
Em vários outros países ao redor do mundo
em que o islã é dominante há notícias
de mulheres vivendo sempre de forma
desumana, à sombra dos homens,
desrespeitadas ao extremo.
Minha sugestão é que nos mobilizemos
contra isso.
Há vários sites, nacionais e internacionais,
recolhendo assinaturas e fazendo outros
movimentos em prol do não cumprimento
da sentença de morte de Sakineh.
Sugiro que pressionemos os governos
dos países desenvolvidos para que
imponham mais sanções ao Irã caso persista
com esse absurdo.
Que este caso possa ser um marco
rumo ao respeito à mulher no mundo islâmico.








domingo, 8 de agosto de 2010

286) A arte de saber ouvir

Foto Lugoca




Saber ouvir.
Velha e eterna questão.
A internet nos cerca,
invade por todos os lados,
mas jamais substituirá
bons e gostosos ouvidos amigos
e dedicados às nossas questões mais
caras, mais raras, mais vitais.
E, passam-se anos e gerações,
ouvir continua sendo para poucos.
Muitos dizem querer saber como estamos,
mas, antes que abramos a boca para
responder, já respondem por nós,
monossilabicamente, e partem
para o que lhes é importante: falar de si.
Outros, só de imaginar o que se passa
conosco, já se põem a nos dar conselhos
e a nos repassar ensinamentos,
evitando que comecemos nosso,
por vezes, tão desejado desabafo.


(A foto é do distrito de São Sebastião das Águas Claras,
conhecido como Macacos, município de Nova Lima,
na Região Metropolitana de Belo Horizonte)